Clima de Santa Catarina e previsão do tempo por cidade

Escolha a cidade para ver a previsão. Mais abaixo, como é o clima em cada região do estado, do litoral e do Vale do Itajaí à Serra Catarinense, onde neva, e ao Oeste.

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Clima de Santa Catarina

Santa Catarina fica no Sul do Brasil, e o clima é subtropical úmido: as quatro estações são bem marcadas e a chuva cai o ano todo, sem estação seca. O relevo muda muito de um lado a outro do estado, e boa parte do território fica no planalto. Por isso a temperatura média anual vai de 21,1 °C em Florianópolis, no litoral, a 13,5 °C em São Joaquim, na Serra (normais do INMET 1991–2020). No Oeste, Chapecó tem média de 19,3 °C, e em Lages, no planalto, a média é de 16,1 °C.

A chuva também é farta: pelas mesmas normais do INMET, chovem cerca de 1.770 mm por ano em Florianópolis e em Lages, cerca de 1.860 mm em São Joaquim e cerca de 2.160 mm em Chapecó. No inverno, as frentes frias e as massas de ar polar trazem geada ao planalto, e a neve aparece nas partes mais altas da Serra.

Para ver o clima de amanhã em Santa Catarina, escolha a sua cidade na lista acima.

Avenida Beira-Mar de Florianópolis com o asfalto molhado, a baía à esquerda, prédios à direita e céu encoberto ao entardecer
Avenida beira-mar de Florianópolis, depois da chuva.Foto: Lucas Migliorelli · Wikimedia Commons, CC BY 3.0

Regiões climáticas do estado

Em Santa Catarina dá para separar algumas zonas climáticas:

  • Grande Florianópolis (Florianópolis, São José, Palhoça): litoral e ilha, perto do nível do mar, sem estação seca; em Florianópolis a média é de 21,1 °C e chovem cerca de 1.770 mm por ano
  • Litoral Norte e Vale do Itajaí (Balneário Camboriú, Itajaí, Blumenau, Brusque, Rio do Sul): baixadas ao lado do rio Itajaí-Açu, com verão quente e úmido, e o vale mais castigado por enchentes, como a de 2008
  • Norte (Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul): de Joinville, quase ao nível do mar, ao planalto de São Bento do Sul, mais alto e mais frio que a costa
  • Sul (Criciúma, Tubarão): planície do litoral sul, quente no verão, na rota do Furacão Catarina, de 2004
  • Serra Catarinense (Lages, São Joaquim, Urubici): as partes mais altas e frias do estado, com geadas fortes; é onde a neve aparece em muitos invernos, em São Joaquim, Urubici, Urupema e Bom Jardim da Serra
  • Oeste (Chapecó, Seara): planalto mais baixo e quente, com chuva bem distribuída, geada no inverno e temporais fortes
Neve fina cobrindo a beira de uma estrada curva, um letreiro de madeira, arbustos e pinheiros, sob céu branco
Neve na rodovia SC-438, em São Joaquim, na Serra Catarinense, em agosto de 2010.Foto: Arthur Puls · Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Frio, geada e neve

  • A menor temperatura já registrada em Santa Catarina é −14 °C, em Caçador, em 11 de junho de 1952, segundo a Epagri/Ciram. No Morro da Igreja, entre Urubici, Orleans e Bom Jardim da Serra, foram medidos −17,8 °C em 29 de junho de 1996, mas essa leitura é extraoficial (Wikipédia).
  • Neve: em 22 e 23 de julho de 2013, nevou em mais de 100 municípios, cerca de um terço do estado, inclusive no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis (Epagri/Ciram). Entre 12 e 25 de julho de 2000, nevou em Caçador, Chapecó, Fraiburgo, Ituporanga e São Miguel do Oeste. Em Chapecó também nevou em agosto de 1965.
  • Geada: na onda de frio de julho de 2000, a geada chegou até o litoral e foi muito forte em Curitibanos e em São Joaquim. Em São Joaquim, a mínima média entre 12 e 17 de julho foi de −4,6 °C (Epagri/Ciram).
  • Em algumas regiões do planalto, a geada aparece em cerca de 25 dias por ano. Na baixada do litoral ela é pouco frequente (Wikipédia).

Chuva forte, enchentes, ciclones e tornados

  • Vale do Itajaí, novembro de 2008: a chuva forte atingiu cerca de um terço do estado. Oficialmente, 135 pessoas morreram e 78 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas por um tempo. Blumenau teve 24 mortos e quase 4 mil casas destruídas, e Itajaí ficou com 80% do território debaixo d'água (Agência Câmara, 22/3/2013). Antes, Blumenau já tinha passado por outra grande enchente, de 7 a 21 de julho de 1983.
  • Furacão Catarina, em 28 de março de 2004: foi o único ciclone tropical com força de furacão já registrado no Atlântico Sul. Chegou à costa do Sul do estado, entre Passo de Torres e Balneário Gaivota. Cerca de 36 mil casas foram danificadas, e 993 delas ruíram (Wikipédia).
  • Ciclone bomba, em 30 de junho de 2020: o ciclone se formou entre a noite de 29 e a manhã de 30. Perto de Florianópolis, a pressão caiu de 1.020 para 996 hPa em um dia, uma queda rara. O INMET apontou uma faixa de ventos destrutivos, de até 120 km/h, que incluía Chapecó, Indaial e Balneário Camboriú (INMET). No balanço de 1º de julho, as Defesas Civis falavam em nove mortes em Santa Catarina e uma pessoa desaparecida em Brusque (Brasil de Fato).
  • Tornado em Xanxerê, em 20 de abril de 2015: no balanço de 26 de abril, a Defesa Civil falava em 2 mortos, 118 feridos e 50,5 mil moradores afetados em Xanxerê e Ponte Serrada (Agência Brasil). Os números mudaram nos dias seguintes.

Curiosidades sobre o clima nas cidades de Santa Catarina

  • Em Florianópolis, o mês mais chuvoso é janeiro (241,3 mm) e o mais seco é junho (86,3 mm), pela normal do INMET 1991–2020.
  • Em Chapecó, a estação do INMET registra cerca de 2.163 mm por ano, mais que em Florianópolis, Lages e São Joaquim. Em agosto de 1965, nevou em setores da cidade.
  • Em São Joaquim, a média de julho é de 9,5 °C, o mês mais frio (normal do INMET 1991–2020).
  • No Morro da Igreja, em Urubici, a leitura de −17,8 °C de 1996 ficou famosa, mas não é oficial.
  • Em Blumenau e em Itajaí, a enchente de novembro de 2008 deixou 24 mortos na primeira e 80% do território debaixo d'água na segunda, segundo a Agência Câmara.